A Day To Remember

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"Nos últimos anos, todos os lançamentos do A Day To Remember chegaram a primeira posição nos rankings da Billboard, de Rock, Indie e/ou Alternativa. Eles também venderam mais de um milhão de discos, acumularam 400 milhões de reproduções do Spotify e mais de 500 milhões de views no YouTube, conquistando dois álbuns e singles de ouro (e um álbum de prata no Reino Unido) e fizeram turnês continentais esgotadas (incluindo o Self Help Festival, do qual eles foram curadores), reunindo uma base de fãs global, a qual os números chegam aos milhões. O que explica porque a Rolling Stone os chamou de "Os Artistas que você precisa conhecer". Em outras palavras, o processo criativo deles funcionou muito bem.

Para o álbum mais recente, Bad Vibrations, o quinteto da Flórida, com o vocalista Jeremy McKinnon, guitarristas Kevin Skaff e Neil Westfall, baixista Joshua Woodard e bateirista Alex Shelnutt trocaram a marcha e rumaram para um território desconhecido. O caminho inclui um processo de composição mais solto e colaborativo, um processo que também contribuiu para que gravassem pela primeira vez com os produtores Bill Stevenson (Descendents, Black Flag) e Jason Livermore (Rise Against, NOFX). E, apesar do álbum ter sido lançado pela própria gravadora ADTR Records, esse disco marca o primeiro acordo de distribuição com a Epitaph e a primeira vez que trabalharam com o vencedor do Grammy, Andy Wallace (Foo Fighters, Slayer).

"Nós mudamos completamente nosso processo de composição, gravação e mixagem", diz o vocalista Jeremy McKinnon. "Foi uma das experiências mais únicas que tivemos gravando. Alugamos uma cabine nas montanhas do Colorado e escrevemos, os cinco, juntos em um quarto, o que foi o completo oposto dos últimos três álbuns. Deixamos as coisas acontecerem naturalmente e no momento. Acho que mudou para sempre o jeito que fazemos música. E trabalhar com Bill foi uma experiência incrível. Ele foi um pouco dificil de entender no começo, então acho que, inconscientemente nos esforçamos ao máximo para impressioná-lo. Como resultado, demos tudo que tinhámos para esse álbum".
Bad Vibrations canaliza a energia que deu o título de "Melhor Banda Ao Vivo de 2015′′ pela Alternative Press. A banda deixou para traz as gravações eletrônicas e decidiu focar em gravação ao vivo. "Hoje em dia parece que a música pesada caminha para um caminho completamente eletrônico", pontua McKinnon. "Não é algo ruim necessariamente, mas queríamos ir no caminho contrário e fazer algo agressivo, mas mais natural".

Ao colocar tanta energia em Bad Vibrations, A Day To Remember entrega o material mais emocional até o momento. "Sou como uma criança gritando em um quarto enquanto escrevo," ri McKinnon. "Canto sobre as coisas que estão me frustrando, mas a música tem um arco. É como se estivesse dando um conselho a outra pessoa sobre o que estou passando, mas estou tentando passar esse conselho para mim, no fundo". O álbum catártico ataca temas como decepção (na gloriosa 'Same About You'), comportamento crítico (em 'Justified'), vício (na pesada 'Reassemble'), e amizades tóxicas (em 'Bullfight').

'Paranoia,' uma das faixas mais fundamentais em Bad Vibrations, mistura ritmos instintivos e riffs agitados em seu retrato de uma desventura mental - uma ideia que surgiu do comprometimento da banda em colaborar para fazer o álbum. "Inicialmente era uma piada sobre alguém ser paranóico, mas então Neil e Kevin e eu começamos a pensar em letras juntos, o que nunca havíamos feito antes", relembra McKinnon. "Acabou sendo moldado para que o verso seja uma pessoa falando com um psiquiatra, o pre-chorus é o psiquiatra e o refrão é a paranoia personificada. O todo ficou incrível e terminou de uma forma muito legal".

Em 'Naivety,' a banda entra em um clima melancólico que casa perfeitamente com a melodia da música. McKinnon diz: "É sobre a jornada de ficar mais velho e começar a ver o mundo um pouco menos mágico, e você sente saudade do entusiasmo de quando era criança".

McKinnon entende que esse processo de composição do álbum deu um novo ar para a banda. "Sair da nossa zona de comforto e trabalhar de um jeito menos controlado, acabamos fazendo algo que faz bem a todos e não vemos a hora de apresentar esse trabalho ao vivo", diz. "Acho que boa parte do porque a música conecta com as pessoas é a carga emocional de nossas músicas. E, enquanto a maioria das músicas é sobre algo que está me afetando, várias pessoas estão passando pela mesma situação e enxergam isso vindo de um lugar real e honesto. Esse é de fato o núcleo de A Day To Remember".