CITY AND COLOUR

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A música refrata a escuridão como luz. Por meio de um caleidoscópio de guitarras exuberantes, orquestração etérea e entrega celestial, City and Colour transforma como alquimia a turbulência da vida em ondas de hinos alternativos, felizes, ousados e brilhantes.

Sob essa bandeira, o cantor e compositor Dallas Green tira a serenidade do estresse em seu sexto álbum de estúdio, A Pill for Loneliness. Por fim, essas onze faixas iluminam uma expansão emocional, equilibrando dois extremos com eloquência e energia.

“Eu escrevo um monte de músicas sombrias e embalo nos sons mais bonitos que consigo achar”, explica. “Sou grato pela oportunidade de criar. Eu tive que escrever essas canções para tirá-las da minha cabeça. Se alguém ouvir o que estou dizendo e conseguir se identificar, meu trabalho como escritor foi feito da melhor forma possível”.

Ao fazer isso, City and Colour reverberou pela cena internacional da música independente. Após a estreia em 2005 com o disco Sometimes e do disco de platina-dupla Bring Me Your Love (2008), Green estreou em #1 no Canadá em três lançamentos consecutivos – Little Hell (2011), The Hurry and the Harm (2013) e If I Should Go Before You (2015).
If I Should Go Before You estreou na #16 posição na US Billboard 200 e em #5 na Austrália onde o LP Little Hell foi certificado de ouro.

Enquanto viajava o mundo devido ao lançamento de seu último álbum, as tensões das relações pesaram em Green. “Nos sentíamos preocupados com o mundo, então comecei a escrever. Tudo que vinha era triste. Eu estava na escuridão e tentei fazer uma música mais feliz possível para contrastar”. Para fazer isso, mudou completamente o processo de produção. Ao invés de se enfiar em um estúdio, Green fez as coisas no seu tempo, gravando em várias sessões. Sob a tutela do produtor Jacquire King (Kings of Leon, Tom Waits), Green foi capaz de dar um novo ar a música, como nunca, adicionando sintetizadores e outras texturas a paleta.

“Normalmente eu levaria duas semanas, terminaria o disco e é isso”, explica. “Para o novo disco, eu fiz uma sessão, saí fora, fiz um monte de outras coisas e voltei um tempo depois. Foi bom ter esse espaço. Não tinha um plano. A gente achava sons diferentes e testava. Conseguimos incluir muita coisa. Foi um trabalho em grupo para apresentar as melhores canções possíveis. Eu e Jacquire falamos muito sobre a vida. Foi nossa primeira chance de trabalhar juntos e demos certo”.

Como prova, o single Astronaut decola com uma guitarra limpa e uma batida firme. A voz de Green cativa imediatamente conforme ele canta e antes do solo. “Eu sempre penso nos relacionamentos que acabaram por conta do meu estilo de vida”, admite. “Eu estou sempre for a, vagando e cantando, é um peso para minha família e amigos. Eu deixei minha casa aos 21 anos para tocar. É solitário, mas é por que quis. Eu sei quão sortudo sou”.

Em "Strangers" ele vai para um refrão fantasmagórico inundado de reverberação quando ele implora: " Don’t wake me when this is over, just let me drift amidst my dreams". “Strangers” é sobre como você nunca conhecerá verdadeiramente outro ser humano" ele continua. "Você nunca vai entender como é estar dentro do cérebro ou do coração de outra pessoa. Então, precisamos apreciar as diferenças. Se o fizermos, talvez possamos viver melhor um com o outro. Desde “Living in Lightning”, que tem seu título derivado do clássico de John Steinbeck ‘East of Eden’, ao deslumbrante último suspiro de “Lay Me Down”, A Pill for Loneliness libera a catarse sugerida em seu título. "Eu estava assistindo as notícias e ouvi uma história de como os pesquisadores estavam tentando criar uma pílula para a solidão", afirma ele. “Eu pensei que era nojento viver em uma sociedade onde havia necessidade de uma pílula assim - mas então eu achei ainda mais nojento que alguém estivesse comercializando algo assim para pessoas carentes. Percebi que a música era como a minha pílula para a solidão. Isso me permitiu sentir como se tivesse outra pessoa na minha vida. Quando eu era mais jovem, tudo o que eu queria era escrever uma música que fizesse alguém se sentir da maneira que eu me sentia quando me conectei a uma música. A Pill for Loneliness encapsula a ideia do disco e da banda". No final, ao enfrentar o escuro, City and Colour emerge com seu trabalho mais brilhante até agora. "Estou realmente orgulhoso do que fizemos", ele interrompe. "Estou orgulhoso em continuar gravando. É incrível quando alguém responde positivamente a eles. Não há realmente nada melhor".