Jaloo

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QUEM É JALOO?

Jaloo faz música pop, eletrônica e experimental, mas que não parece com nada do que se espera dessas definições. Jaloo remexe as músicas de artistas como Rihanna e Donna Summer, sem medo de sacrilégio, e deixa com sua cara. Jaloo compõe, canta, interpreta, remixa, arranja e produz. Seu primeiro álbum, “#1”, está saindo agora pela StereoMono, selo Skol Music.

O QUE É JALOO?

Músico? Produtor? DJ? Performático? “Acho que o melhor nome agora é artista mesmo, alguém que não é nenhum desses, mas todos ao mesmo tempo”, nas palavras do próprio. Nascido Jaime Melo em Castanhal, região metropolitana de Belém do Pará, Jaloo mora atualmente em São Paulo.

O COMEÇO

"Eu não tenho aquela história fofinha para contar, não venho de família de músicos, não tinha um piano na sala, nada disso", diz Jaloo. Na verdade, até o final da adolescência, Jaloo não fazia a menor ideia de que ia trabalhar com música. Seu primeiro computador ele só ganhou com 18 anos. A partir daí, tudo mudou. Através da internet, Jaloo se viciou em música, baixando disco adoidado, escutando de tudo. Algumas influências começaram a se fixar, apresentadas por um amigo, sons como Bjork, Robyn e Caribou. “Coisas que foram dando a cara do meu som, eletrônico, pop e experimental ao mesmo tempo”.

AUTODIDATA

Jaloo é um filho da internet, criado e aperfeiçoado com as ferramentas da rede. “Se eu não sei fazer uma coisa, eu vou atrás de um tutorial, de um site, para aprender como faz”. Foi assim que Jaloo aprendeu a mexer em softwares de produção musical, a fazer arranjos e remixes. Ultimamente, ele tem procurado saber mais sobre a pós-produção de suas músicas. Outra nova habilidade que Jaloo tem se ensinado através da web é direção de clipes. “Já estou dirigindo para outros artistas, vou fazer um clipe para o Adriano Cintra”. O amigo e ex-intergrante do CSS ficou de trazer uma câmera Black Magic para Jaloo de Nova York.

TECNOBREGA

O documentário Brega S.A., que mostra a cena eletrônica nativa de Belém, foi uma inspiração especial, uma aula de “faça-você-mesmo”. “Ele mostra o método de produção paraense, de baixar o programa crackeado e fazer”, conta o artista. A levada do tecnobrega aparece por toda parte no som do Jaloo. Mas, apesar das influências de estética e método, ele não se considera parte dessa cena, mais alguém que está subvertendo o gênero. “Minhas músicas nunca tocaram em aparelhagem”, observa.

REMIXES E VERSÕES

Entre remixes e covers, Jaloo já percorreu um amplo leque: Grimes, Caetano, Bjork, Amy Winehouse e Beyoncé. Referências que ajudam a entender o próprio som do Jaloo. Sem medo de desafios, o artista encara gente grande com elegância e criatividade. Seu remix de “I Feel Love”, clássico de Donna Summer, é surpreendente e imaginativo. Sua versão de “Baby”, de Gal Costa, conquistou o autor da original, Caetano Veloso. Recentemente, Jaloo nos brindou com uma interpretação de “Oblivion”, da cantora americana Grimes. “Minha ideia é sempre buscar timbres novos nas versões, achar outro caminho para a música”, conta Jaloo. Na plataforma Bandcamp, Jaloo colocou duas coletâneas com seus remixes e versões, "Couve e Female & Brega".

DIPLO
Os remixes foram o passaporte de Jaloo para correr o mundo. A Mad Decent, gravadora do superstar DJ americano Diplo, postou em seu site “Poe the Brega” e “Rude Brega”, sua versão para “Rude Boy”, de Rihanna. Isso incentivou o artista a apostar em mais remixes e o tornou não só conhecido para muita gente, mas forneceu um carimbo de credibilidade. “Sabe como é”, ironiza Jaloo, “tem que fazer lá fora primeiro para acontecer aqui”.

FUNK PAULISTA

Graças aos remixes, veio também um convite para trabalhar no projeto Fábricas de Cultura, em São Paulo, com Renato Barreiros, colaborador do programa Esquenta e figura-chave da cena de funk paulistana. No projeto, Jaloo e outros produtores gravavam e produziam artistas da periferia. “Foi com esse aprendizado que resolvi botar minha própria voz nas músicas, foi escola para aprender a cantar”, explica.

NO PALCO

Um dia qualquer, Jaloo foi convidado para se apresentar num festival de artistas paraenses no CCBB de Brasília. Seria sua estreia ao vivo. O que fazer? Nessa época, por conta da fama de seus remixes, muitos o chamavam de “DJ Jaloo” e o evento esperava que ele fosse fazer um set de DJ. “Nessa hora, tive aquela conversa interna: "Tá na hora desse Jaloo fazer show”. “Quando subi ao palco e comecei a cantar, o pessoal ficou louco”, lembra. “Agora abracei a coisa de um jeito que não quero fazer outra coisa mais”. O artista investe cada vez mais na sua apresentação. O que começou com computador e placa de som evoluiu para um setup com teclados, “tudo mais analógico”. O show de Jaloo acaba de voltar da Europa, onde foi para uma data no festival espanhol Primavera Sound.

O ÁLBUM AUTORAL

É com toda essa bagagem e história que Jaloo chega ao seu primeiro álbum autoral, “#1”. Com o reforço de Kassin, que tem no portfólio trabalhos para Nação Zumbi, Los Hermanos e Caetano Veloso, esquentando o som e mixagem conjunta com Rodrigo Sanches (CSS, Mombojó, Tom Zé…) o artista nos oferece um disco bem acabado e rico em sonoridades. Em “Odoia”, uma flauta doce hippie prenuncia um terremoto electro-funk. “Ah! Dor!” nos proporciona bass music melancólica, vulnerável e robusta ao mesmo tempo. Um teclado vintage de parquinho de diversões se intercala com “socos de grave” em “Pa Parara”. É um disco que festeja a dança, o poder da boa música, a alegria de se embebedar de vida.

“Sente a vibe que veio para ficar”, sente a vibe de Jaloo.