The 1975

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307 Fãs

Sat 3/25
5:30pm-6:30pm

Palco Onix

Bio

Matty Healy (vocal, guitarra)/ Ross MacDonald (baixo)/ Adam Hann (guitarra, teclados)/ George Daniel (bateria)

Antes de Matty Healy ir adiante e lutar contra o mundo de novo, ele precisou resolver uma batalha contra ele mesmo. As 17 músicas do novo álbum da The 1975, “I like it when you sleep, for you are so beatiful yet so unaware of it”, dão algumas dicas sobre o que essa batalha envolve. Mas cá entre nós, quem sabe o que se passa na cabeça de Matty? Confiança, dúvidas, introspecção mórbida e auto laceração incessante certamente estão ali: assim como arrogância, paixão e pânico. Adicione a isso tudo ambição, exaustão, abatimento e elação. Uma pessoa ligada à banda já disse uma vez: “Matty tem o que todo frontman tem: um grande ego e uma autoestima muito baixa. Isso é ótimo para um frontman. Mas para a saúde mental de uma pessoa, é debilitante. Sua confiança é muito alta, mas muito fina. Ele acredita muito nele mesmo, tem muita resiliência e ética no trabalho, mas tudo isso coberto por um lado negro”.

Quando Matty canta “If I’m lost, then how can I find myself?” na nova música “If I Believe You”, seus fãs vão se identificar de cara. A relação entre a The 1975 e sua fanbase é construída sobre empatia e quase uma compreensão telepática. Isso explica porque as apresentações da banda têm um fervor revigorante; e porque eles têm a noção exata da importância que os fãs têm em tudo que eles fazem. O pensamento de serem ícones pops inalcançáveis atrás de uma corda de veludo é uma maldição para eles.

“Nós temos fãs e fãs”, diz Matty. “Por que iríamos nos sentir superior a isso? Muito do poder do que queremos fazer vem do envolvimento emocional deles e do jeito que eles interpretam o que sinto. Estou convencido que o que as pessoas realmente querem da música é algo com o que elas realmente consigam se identificar”.

Essa atitude é notada em cada nota, palavra a melodia do novo álbum. É como se tudo o que a banda tivesse vivido, todas as experiências de sucesso e de fracasso, levassem a esse ponto. Desde a primeira música, "The 1975” (uma versão retrabalhada da canção que abriu o álbum de estreia), o demo-acústico de “She Lays Down”, a monstruosidade de “Love Me”, "She’s American”, “The Sound” e “This Must Be My Dream”, as lindas baladas “Change of Heart”, “Somebody Else” e “Paris”, a frágil e tocante “Nana” (que Matty escreveu sobre a morte de sua avó), as conturbadas “Please Be Naked”, “Lostmyhead” e a faixa que dá título ao álbum, a imprudente e cheia de candura “The Ballad od Me and My Brain”, e “Loving Someone”. O álbum é uma jornada de voltas e mais voltas. Seu lado heterodoxo, mas brilhantemente feito – e o título insanamente grande – é uma afirmação do que transforma The 1975 tão única e fortemente diferente das velhas fórmulas prontas do pop.

Amigos de escola, Matty, Adam Hann, George Daniel e Ross MacDonald formaram a The 1975 na cidade inglesa de Wilmslow, ao sul de Manchester, em 2002. Mesmo antes de explodir 10 anos depois com o EP “Facedown”, estava claro que essa era uma banda que seria controversa, e às vezes até problemática, para alguns. O som era descaradamente glamoroso (uma das palavras preferidas de Matty), as letras organicamente confessionais e a música escancaradamente diversa. Em seu frontman, eles tinham um cantor que via as apresentações ao vivo como precipício chamando para o pulo. A cabeça de Matty deve ser um mix de névoa impenetrável e uma brilhante lucidez, mas ele sempre foi muito claro sobre a importância do carisma e a importância de se tornar um grande vocalista. Pedir desculpas nunca foi um mantra da banda.

Matty, Ross, Adam e George fizeram um álbum de tirar o fôlego, com muita ambição, beleza e profundidade. É um álbum que marca 2016, e será certamente visto como um divisor de águas. De certo modo, Matty sabe bem disso. Se ele acreditava 100%? Bem, não seria Matty Healy se fosse a resposta fosse sim. A questão é: teríamos isso de outra maneira?