The xx

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Em março de 2014, The xx levou seu avançado experimento pop de uma introspecção fortificada a sua mais crítica conclusão de auto-conhecimento. No Park Avenue Armory, em Manhattan, eles tocaram em uma sequência que foi classificada pelo New York Times como “Um Show de Rock, Invertido”. Tocando para um público de apenas 45 pessoas em cada um dos 25 shows ao longo de 10 dias, Romy Madly Croft, Oliver Sim e Jamie Smith precisaram baixar suas cabeças como forma de penitência para evitar encarar de frente os efeitos de sua música, naquele momento uma linda comunhão da parte mais íntima das pessoas tímidas.

Um novo marco para o pop, o show havia sido testado nos anos anteriores no festival internacional de Manchester. The xx lançou uma música nova em sua performance no The Armory. O refrão dizia “You’ll see me hurting/when my heart breaks/I’ll put on a performance/I’ll put on a brave face”, com uma música de baixos quase inaudíveis e um tipo de guitarra intricado que já virou uma assinatura do som da banda. Como retrospectiva, os shows no The Armory marcaram um momento sem possibilidade de volta para The xx. Eles alcançaram seus limites mais altos no que diz respeito a experimentos no aspecto monocromático. Uma luz difícil de ser vista estava aparecendo para eles.

“A gravação soa como um triunfo e uma celebração”, afirma Jamie sobre o terceiro álbum da banda, “I See You”. “Mas a jornada que que percorremos e o que precisamos encarar para chegar a esse ponto deve ser reconhecida”. “I See You” é o resultado de quatro anos de muito trabalho, uma escalada vertiginosa do grupo pop. É uma gravação que mostra o melhor do que eles podem apresentar, com transparência e clareza. Por ter sido feito por The xx, sua ousadia implícita é esculpida a partir de um espaço ao mesmo tempo duro e terno, um espaço que mostra a expansão dos limites musicais que Romy e Oliver encontraram pela primeira vez ao tocar em estúdios juntos aos 16 anos. “O que faz com que a gente faça o som que fazemos não é algo intencional”, diz Oliver. “O que sempre me surpreende”, afirma Jamie, “é que quando tocamos apenas dois instrumentos juntos eles geram coisas que eu jamais pensaria, algo simples que eu gostaria que aparecesse. O som particular da guitarra e o baixo de Oliver sempre vão criar esse clima que eu amo e que eu não consigo chegar nem perto de me entediar”.

“I See You” é marcado por um deslocamento tonal para algo puro, com uma estrutura de pop, com adornos de crescendos incomuns que ecoam como um DJ levando os fãs ao clímax sem jamais acender as luzes. Suas letras vão do perigoso e sem esperança de amor ao delicioso e arrebatador; um movimento mais externo. “I See You” é claramento The xx, mas agora com um poder da ambição. Três contrabalanceamentos perfeitos um ao outro a começar por não apenas perceber, mas aproveitar de fato o potencial de cada um. Os shows no The Armory acabaram se tornando um blefe duplo. Quando apresentar suas faixas nos festivais de 2017, armados das 10 músicas mais robustas de suas carreiras, The xx deve picar a pele e tocar gentilmente o ombro de uma grande audiência.