Convenção d’O Terno no Brasil 2018: Tim Bernardes quer ver crescimento do público da banda no #LollaBR

A primeira vez é sempre inesquecível. E quando se fala de O Terno no Lollapalooza Brasil não é diferente, como afirma o vocalista Tim Bernardes em entrevista ao lollapaloozabr.com. “Nossa apresentação no Lolla BR em 2015 foi muito legal, muita gente de vários estados do país nos conheceu por causa dela”, relembra. “Agora quero ver como o público cresceu, tô bem curioso”, completa Tim, que sobe no palco Axe no sábado.

Tim ainda explicou que o grupo optou por uma construção exponencial e coerente de sua base de fãs. “É o tijolo por tijolo. O público foi aumentando de disco para disco, até chegarmos no patamar que estamos”, explica.

Agora o desafio da banda é seguir crescendo, mas sem perder a identidade. “O público potencial no Brasil que curte nosso som é imenso. Queremos atrair novos fãs, mas sem pular etapas”, afirma. “Claro, temos nosso elemento freak, meio maluquinho, mas fazemos músicas de temas universais que todo mundo pode se identificar – não queremos excluir os ‘não-hipsters’ de ouvir o nosso som”, completa.

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Tim acredita que essa é a razão da banda manter uma base fiel de fãs: “Não temos isso de alguém falar que a gente se vendeu pro mainstream”, diz ele. “Pelo contrário, o nosso público tem orgulho do nosso crescimento. O barato do independente não é ser ouvido por poucos, mas ser legal. Eu gosto de alcançar novos ouvintes, novos públicos”.

A inspiração que vem de casa e as mudanças no som da banda

Tim afirma que seu início na música e o modo como a enxerga hoje se deve a seu pai, também músico independente, Maurício Pereira. “O que eu mais admiro nele é a busca pela própria autoria, por achar um som que seja seu. Isso me norteia até hoje, seja n’O Terno ou em projetos paralelos”, explica.

Sendo assim, o vocalista anuncia muitas mudanças em relação ao histórico show de 2015. “Naquela oportunidade, tocamos mais as músicas do nosso segundo disco. Hoje temos esse trabalho feito com os sopros”.

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Perguntado se alguma canção de seu disco solo entrará no repertório, Tim responde: “Tocar pelo Terno me encorajou a lançar meu álbum, mas o som dele é muito mais introspectivo, enquanto a música da banda é mais expansiva! Então não trarei nada do meu repertório pessoal”.

Do palco para a multidão

Se por um lado Tim está curioso pela reação do público quando estiver se apresentando com O Terno, por outro ele está ansioso para ver shows de artistas como Mac DeMarco: “O clima criado por ele é incrível. Ele quebra com o que havia antes, é quase uma coisa Hermes & Renato de ser, com um cuidado estético muito grande”, define. David Byrne, pela performance e por tudo que representa artisticamente, também está presente no “#LollaBR pessoal” de Tim, assim como seus amigos Liniker e os Caramelows.

Por fim, Tim deixa um recado todo especial aos fãs, ansiosos pela apresentação da banda: “Queria propor o maior encontro de fãs d’O Terno do país no Lollapalooza Brasil 2018, uma Convenção d’O Terno no Brasil!”.

This article was posted on março 12, 2018