Emicida promete show “completamente diferente” no #LollaBR2016

Atração do segundo dia do #LollaBR2016 falou com exclusividade ao blog

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Um dos maiores nomes do rap brasileiro, Emicida se apresenta no domingo do Lollapalooza Brasil 2016 no embalo da excelete recepção do seu álbum mais recente, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa.

Nesta entrevista exclusiva, o rapper fala sobre os preparativos para o festival e das surpresas que estão sendo preparadas. Confira:

Qual a expectativa para o show no Lollapalooza Brasil 2016?
Estou ansioso, para falar a verdade. Embora eu tenha feito muitos shows na minha carreira, inclusive com a bênção de ter tocado em grandes festivais no mundo inteiro, mas é sempre uma oportunidade única. Eu vejo a chance de tocar para uma audiência como a do Lollapalooza Brasil também como uma oportunidade de experimentar coisas novas, de sugerir coisas novas ao público, musicalmente falando. Quero fazer um show bem diferente, estou mexendo em muita coisa, estou debruçadão mesmo em cima desse show, quero que seja bem especial mesmo. Me arrisco a dizer que fazia tempo que eu não sentava em cima de um show e passava tanto tempo mexendo em detalhes. Já estou enchendo o saco do pessoal da equipe, eles já estão me odiando (risos).

Então tanto fãs quanto quem não conhece o trabalho do do Emicida podem esperar um show surpreendente, diferente?
Sim. O legal do fã é que se eu faço uma releitura de uma música, por exemplo, ele consegue pegar aquela referência e mergulhar naquilo de uma outra forma. O bacana desse público novo é que ele consegue entender que temos um universo muito diversificado ao redor da nossa criação. E eu gosto muito de fazer isso, eu venho de um universo de improviso, de criação instantânea, o bagulho é igual a Miojo, mano, o bagulho sai na hora. Igual caldo de cana. Quero levar essa espontaneidade para o palco, deixar os músicos à vontade, o público à vontade.

Fale sobre o teu novo disco e a repercussão positiva que ele vem tendo.
Olha, eu tô feliz porque a gente foi para a África gravar o disco, ele foi lançado primeiro no Brasil e depois em Portugal e acabou se tornando um espelho do nosso próprio país. O brasileiro se vê neste disco, as pessoas têm mergulhado junto com a gente nesse universo, o que me deixa muito feliz. Além do mais, o disco me deu uma liberdade, meio que me tirou um peso das costas, pois muita gente ainda considera o rap uma “música menor” e não existe mais isso.

Existe alguma diferença entre tocar em festival e em um show próprio?
Sim. Quando você toca em um show próprio, você fala diretamente para pessoas que pagaram ingresso para ver o Emicida. Quando você toca em um festival gigantesco e com várias atrações, o público é muito mais variado, com pessoas que não necessariamente conhecem e acompanham o trabalho do Emicida. Essa é a grande diferença e influencia demais o espetáculo, apontando dois caminhos: ou você faz uma lista de suas músicas mais conhecidas e tenta ganhar um novo público com coisas mais radiofônicas ou o caminho que eu faço, que é o mais maluco. Sou da música de rua, gosto de improvisar e quero fazer um show novo, e é isso que vai acontecer no Lollapalooza Brasil. Acredito muito no impacto da apresentação e quero aproveitar a estrutura que o Lolla oferece para fazer algo completamente diferente.

Tem algum show o qual você vai arrumar um tempinho para assistir no Lollapalooza Brasil?
Alabama Shakes. Fé em Deus, me ajuda cara, me ajuda a ver esse show.

Para finalizar, manda um recado para os fãs do Lollapalooza e do Emicida. É isso aí, rapaziada, pode botar mais água no feijão que eu tô chegando (risos).