O primeiro dia de #LollaBR2016 foi inesquecível

Confira tudo o que rolou no sábado de festival no Autódromo de Interlagos

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A espera foi longa. Parecia que o dia 12 de março jamais chegaria. Mas chegou e a experiência foi mais uma vez fantástica. Eminem, Marina and The Diamonds, Kaskade e Mumford & Sons encerraram o primeiro dia de Lollapalooza 2016, no autódromo de Interlagos, com maestria. Um grande público circulou pelos quatro palcos e viram shows que já entraram para a história do festival. Ninguém economizou garganta, suor, lágrimas e sorrisos.

Dá uma olhada o que aconteceu nos palcos e prepare-se que vem muito mais por aí.

PALCO AXE

Com os portões abertos, a Ego Kill Talent iniciou os trabalhos no autódromo de Interlagos. O entrosamento da banda formada por dois cariocas, um paulista, um gaúcho e um mineiro, foi o melhor aquecimento para o dia de rock. O Supercombo, uma das grandes revelações brasileiras da nova geração, mostrou o melhor dos seus três discos já lançados. Quando o Vintage Trouble entrou em cena, fez um dos shows mais enérgicos do dia. Ty Taylor foi pra galera ao som de “Run Like The River”. Encerrou um show inesquecível com “Strike Your Light”.

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A música de The Joy Formidable criou uma sintonia especial com o público. Não podia faltar o sucesso “Cradle” para comprovar. Da cena do sul da Califórnia até o palco de Interlagos, Cold War Kids percorreu um longo caminho. A banda apresentou o melhor de mais de uma década de história. Quase não deu para respirar para o que vinha em seguida: a pequena Halsey virou uma gigante no palco, incendiando com “Gasoline” logo na abertura do show. Se no álbum Badlands ela já ganha o ouvinte, no palco ela arranca o coração.

Ninja (Watkin Tudor Jones) e Yolandi Visser (Anri du Toit) do Die Antwoord nasceram para promover a loucura. O público foi contaminado por “Ugly Boy”. Quem esteve presente, jamais vai esquecer.

Para fechar o dia em altísssimo nível no Palco Axe, Marina and The Diamonds repassou seus três discos em uma sequência de sucessos com “Primadonna” e “Froot”, para delírio dos fãs. Um show apaixonante como a voz da cantora.

Foto: I Hate Flash
Foto: I Hate Flash
PALCO SKOL

A dupla The Baggios ocupou cada pedaço do grande Palco Skol com acordes envenenados que misturam ritmos, do blues primitivo ao rock. Os sergipanos pavimentaram o caminho para os caras mais canalhas do mundo. O Matanza fez um show memorável, pesado no melhor sentido. Canções como “Ela roubou meu caminhão”, “Tempo ruim” e “O Chamado do Bar” estouraram a plateia.

Para não perder o ritmo, os pioneiros do hardcore, Bad Religion, tiveram tempo para revisar a carreira. Clássicos como “21st Century (Digital Boy)”, “American Jesus” e “Supersonic” embalaram o público, com direito a várias rodas de pogo.

Tame Impala ensinou o que é deixar o público em transe com “Let it Happen”. “Yes I’m Changing” e “The Less I Know The Better” criaram o clima perfeito para o início de noite. Todo mundo cantando junto.

Eminem estava com saudades do Brasil e a gente dele. Um show com tudo o que estava preso na garganta estes seis anos de ausência. Um show para não esquecer nunca mais, ainda que a gente espera que ele não demore tanto para voltar.

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PALCO ONIX

Dônica é o tipo de banda que primeiro circula na cena alternativa, mas depois alcança o grande público, como foi neste sábado no Lolla. Em seguida, pra manter o nível, Jesse Hughes e o Eagles of Death Metal entraram no palco para mostrar seus multitalentos. Autêntico também é o o quinteto islandês Of Monsters and Men. Com seu indie rock com doses generosas de folk, empolgou, cativou e emocionou o público.

Um dos momentos mais aguardados do sábbado era Mumford & Sons, que fez seu primeiro show no Brasil. E logo tratou de fazer o melhor da sua carreira, segundo eles próprios. Teve show de luzes promovido pelo público, fã convidada a subir no palco para traduzir o que o vocalista Marcus Mumford queria dizer, um sucesso atrás do outro – “Babel”, “Little Lion Man”, “I Will Wait”, entre outros – com “The Wolf” encerrando os trabalhos no palco em grande estilo.

Foto: I Hate Flash
Foto: I Hate Flash
PALCO TRIDENT AT PERRY’S

A estreia do dia no Palco Trident at Perry’s não poderia ser melhor. O brasileiro Zerb, de 17 anos, que ano passado estava na plateia e nesta edição foi para o palco tocar o seu deep house. A energia se manteve em uma crescente com Groove Delight. De Los Angeles, o hitmaker Matthew Koma mostrou que sua proposta era fazer dançar.

Alucinante é a palavra ideal para definir A-Trak. Um profissional respeitado das pick-ups que faz incríveis ligações entre hip hop e música eletrônica.

Criar fortes experiências nos ouvidos é o que sabe fazer RL Grime. A noite ficou ainda mais dançante com suas invenções. Para fazer um trap tão forte era preciso juntar Josh Young e Curt Camerucifazem, no trabalho incrível no duo Flosstradamus.

Poucos conquistam o público tão rapidamente quanto o brasiliense Alok. Nesta noite, ele mostrou porque é um dos melhores DJs do Brasil.

A responsabilidade de encerrar tantas apresentações fantásticas não podia ser de outra pessoa. O americano Kaskade chamou a responsabilidade e mostrou porque continua na vanguarda da cena dance music. Ninguém ficou parado.

Foto: MRossi
Foto: MRossi

O primeiro dia também foi muito divertido para as crianças que acompanharam os pais no festival. O Kidpalooza teve como atrações os DJs Zerb e Future Class. A House Band da School of Rock também subiu ao palco para animar a galerinha. Além disso, o espaço entreteve os pequenos rockeiros com experiências e brincadeiras.

O dia encerrou com gosto de quero mais. Ainda bem que domingo tem um lineup que promete momentos inesquecíveis para o Lollapalooza Brasil 2016.

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This article was posted on setembro 16, 2016