O segundo dia de LollaBR 2016 marcou história

Foi um domingo de arrepiar no Autódromo de Interlagos

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Florence + The Machine, Planet Hemp, Zedd e Jack Ü tinham a grata missão de encerrar o Lollapalooza Brasil 2016, depois de dois dias memoráveis. E cumpriram com maestria, já que o público abraçou as dez horas seguidas de música sem cansar. O amor e a entrega foram recíprocos. Essa sincronia fez com que muitos artistas se sentissem à vontade para se jogar nos braços do público. No Lolla, definitivamente, os fãs inauguraram um novo jeito de curtir um festival.

Dá uma olhada nos detalhes do que aconteceu nos palcos nesse domingo:

PALCO SKOL

O trio gaúcho Dingo Bells foi responsável por abrir os trabalhos logo no início da tarde. Com canções marcantes e letras cheias de histórias, cativou todo o público. Em seguida, era a Marrero que apresentava seu propósito: fazer rock simples, direto e baseado em riffs densos e temas pesados. Música crua e pesada que empolgou todos os fãs.

O Twenty One Pilots era uma das atrações mais aguardadas desta edição. E valeu a espera da galera. O duo fez um show perfeito. Tyler Joseph e Josh Dun entraram mascarados e fizeram uma performance recheada de rap, de envolvimento com o público e de loucuras.

O palco ficou pequeno quando Noel Gallagher’s High Flying Birds iniciou sua apresentação. Parecia que todos presentes só tinham olhos para este espaço do autódromo de Interlagos. Noel tem um trabalho solo de qualidade, encorpado por Chasing Yesterday. Mas as lembranças de Oasis não podiam faltar, e vieram à tona com “Champagne Supernova”. Depois, a banda fez todo mundo se emocionar com “Wonderwall” e “Don’t Look Back In Anger”.

Florence Welch é uma mulher incrível e apaixonante. Quando em formação com a banda, Florence + The Machine arranca lágrimas. Foi o que aconteceu nesta edição do Lolla, ao som dos hits de seus três discos.

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PALCO AXE

Originalidade é a palavra-chave deste palco. A começar pelo grupo representante da Região Norte, a Versalle. Em seguida, outro sinônimo de autenticidade, SEEED mostrou que a banda com onze músicos oriunda de Berlim é incrivelmente dançante, com uma mistura perfeita.

Para descansar o quadril, Albert Hammond Jr. apresentou um som profundo e verdadeiro. O integrante guitarrista/tecladista do The Strokes tem um trabalho que marca uma virada incrível na carreira. “Born Slippy” foi um dos ápices da apresentação.

ODESZA tem uma coleção de músicas inspiradoras. As batidas viciantes com baixo grave deixaram o público hipnotizado. Não falamos que originalidade tornou-se o apelido do Palco AXE? Pois Jungle também comprovou essa teoria. Seus sete integrantes fazem uma música que divertiu a plateia.

Para fechar, um clássico brasileiro que nunca envelhece. Planet Hemp é vanguardista e autêntico. Os maiores sucessos, como “Legalize Já” e “Zerovinteum” não faltaram em um show enlouquecedor, com presença do aniversariante do dia, João Gordo. Juntos eles cantaram “Crise Geral”, do Ratos de Porão.

SEEED (I Hate Flash)
SEEED (I Hate Flash)
PALCO ONIX

Maglore, o trio de música popular brasileira com referências de pop e rock psicodélico, fez um show leve e feliz para abrir o palco. Depois foi a vez do quarteto norte-americano WALK THE MOON mostrar seu pop rock cativante. “Work this Body” e “Shut Up and Dance” provaram isso.

Alabama Shakes talvez fosse um dos shows mais aguardados do dia. E por isso todo mundo procurou um espaço para ver Brittany Howard liderar a banda com sua voz e sua guitarra. Parece que elas nasceram grudadas. A banda de southern rock e blues começou com “Future People”, fez todo mundo gritar em “Don’t Wanna Fight” e encerrou com “Gimme All Your Love”. Muito amor.

Jack Ü, formado pelos DJs Skrillex e Diplo, agitou a noite deste domingo. O projeto fez o público cantar com grandes hits, de Rihanna a MC Bin Laden, que participou do show e simplesmente incendiou Interlagos num dos momentos mais incríveis da noite com “Tá Tranquilo, Tá Favorável”. Isso sem falar do remix para “Veja Só No Que Deu”, de Wesley Safadão.

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PALCO TRIDENT AT PERRY’S

A banda mineira Funky Fat produz uma contagiante combinação de house music com ingredientes do indie-rock. Thiago Guimarães, Gui Santoro e Manu d’Alcântara fizeram todo mundo dançar.

Karol Conka tem o poder de deixar as pessoas tombadas. A rapper curitibana contagiou com suas músicas dançantes e frenéticas. Ainda apresentou uma surpresa para o público com a inédita “Maracutaia”. Nesta tarde, ela nos ensinou que cada um precisa ser o que quiser ser.

Em seguida, mais uma girl power tomou conta do palco. O Dance de Chicago é representado por Jack Novak. O palco também teve Gramatik, da Eslovênia. As influências de jazz, blues e funk ficaram evidentes no show.

E o que dizer de Duke Dumont? Adam George Dyment é tão despretensioso que fica fácil esquecer que ele foi um dos principais responsáveis por fazer do deep house britânico o rolo compressor que é hoje. Os integrantes da Zeds Dead – Zack “Hooks” Rapp-Tovan e Dylan “DC” Mamid – estão há mais de uma década produzindo juntos e mostrando porque são reconhecidos em seu meio.

Tinha mais Brasil no palco, é claro. Emicida mostrou porque pode ser considerado um dos maiores artistas brasileiros da safra recente com sua profundidade.

Zedd tem um estilo único, inconfundível e destacado de composição. Seu detalhismo meticuloso abrange do clássico ao pós-hardcore/metal e electro house. Perfeito para encerrar o Palco Trident at Perry’s.

Karol Conka (I Hate Flash)
Karol Conka (I Hate Flash)

No Kidzapalooza, as crianças se divertiram com a banda School Of Rock e com os DJs Lazy Bear e Mike Tompkins, o canadenseque seu autoproduz. Deu para brincar bastante e ver e dançar em família.

O Lollapalooza 2016 realmente entrou para a história. Em 2017 tem mais!

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